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Crédito imobiliário fica praticamente estável no 1º semestre, diz Abecip

Volume foi de R$ 37,04 bilhões, contra R$ 37,01 bilhões em 2011. Na comparação com junho de 2011, houve queda de 5%.

 

26 de junho de 2012 | 11h45

Fabíola Glenia

Do G1, em São Paulo

Os recursos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) para financiamento imobiliário ficaram praticamente estáveis no primeiro semestre de 2012, na comparação com igual período do ano anterior – quando o desempenho foi recorde. Nos primeiros seis meses deste ano, o volume emprestado chegou a R$ 37,04 bilhões, contra R$ 37,01 do primeiro semestre de 2011, discreta alta de 0,1%.

De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (26) pela entidade que representa o setor no país, a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em junho deste ano, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram R$ 7,4 bilhões, queda de 5% na comparação com junho do ano anterior. Na comparação com maio deste ano, no entanto, houve alta de 18% no volume emprestado.

Diante de fatores como a queda na expectativa de crescimento econômico para 2012 e da redução dos lançamentos imobiliários por parte das incorporadoras neste ano, a entidade revisou as projeções de crescimento. Se, inicialmente, a expectativa era que o crédito imobiliário crescesse 30% em 2012, agora a projeção é de alta de 20%.

Em 2011, os empréstimos para a construção e compra de imóveis atingiram R$ 79,9 bilhões, o que representou crescimento de 42% ante 2010. Para 2012, a projeção da Abecip é que o volume emprestado chegue a R$ 95,9 bilhões.

“Este menor crescimento não é algo negativo. É muito saudável que a gente tenha crescimentos menores e mais consistentes ao longo do tempo. Não tem carteira no mundo que se sustente crescendo 40%, 50% ao ano, cedo ou tarde os problemas acabam aparecendo”, defende Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip.

Preços Com relação à trajetória dos preços de imóveis, Lazari Junior acredita que o momento é de estabilidade. “Mercado de imóveis no Brasil, com exceção de algumas ilhas de prosperidade, a tendência é de manutenção. Pode ser até que haja crescimento, mas muito marginal. Crescimentos mais exponenciais não teremos, mas o preço também não deve cair.”

No primeiro semestre deste ano foram financiadas 214,3 mil unidades, queda de 9,4% ante as 236,5 mil unidades financiadas em igual período de 2011.

De acordo com a pesquisa da Abecip, houve crescimento de 23,5% nos financiamentos para a aquisição de imóvel no semestre, mas a demanda por crédito para a construção experimentou queda de 27,6% no período.

“As empresas estão voltando para dentro de si, para rever produtos, grade de custos, para arrumar a casa. É um freio de arrumação. Mas a aquisição segue em alta”, diz Lazari Junior.

Ao comentar os índices de inadimplência do setor, o presidente da Abecip falou em uma “linha serena”. De acordo com os dados da entidade, a taxa de inadimplência do crédito imobiliário foi de 1,9% no primeiro semestre – a menor do sistema bancário.

“É bastante interessante o comportamento do consumidor brasileiro. No crédito imobiliário, é uma compra absolutamente racional, diferentemente da compra de um automóvel, de um bem de consumo. Isso se reflete numa segurança muito maior para as instituições que fazem estes financiamentos, dá saúde financeira.”

Fonte: 26/06/2012 – G1 Economia